F5 Pelo Mundo

F5 Rumo às 10 mil visitas!!!

Prestes a completar oito meses de existência, o F5 Pelo Mundo tem muitos motivos para comemorar. Entre eles, estão as quase 10 mil visitas ao longo deste tempo. Nós, da equipe F5 agradecemos a todos pela atenção. Contamos com a sua colaboração para que mais matérias possam fazer parte de nossas páginas!

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03/11/2009 Posted by | Novidades F5 | 2 comentários

A Câmara

Por Délio Pinheiro

A Câmara de Vereadores daquela pequena cidade ficava cheia uma vez por mês. Era quando os edis se juntavam para discutir os assuntos da pauta, apresentar projetos, quase sempre inócuos, como dispor sobre a criação de novas datas municipais e atribuir nomes aos prédios públicos e logradouros diversos. Recentemente havia sido criado o “Dia do Entregador de Leite em Garrafas de Vidro” e o “Dia Municipal dos Lambe-Lambes”, embora essas duas atividades profissionais estivessem extintas na cidade. O último entregador de leite de porta em porta fora, literalmente, atropelado pelo caminhão de uma rica empresa de laticínios que comprava, a preços módicos, o leitinho produzido pelas vacas do município, e o Juca Retratista, que preservara a memória fotográfica do município nas últimas quatro décadas, caíra em profunda depressão depois que inventaram as “tenebrosas máquinas digitais”, segundo seu entendimento. Desde então ele tornara-se arredio e chegava a passar semanas inteiras no meio da mata tirando fotografias de pássaros imaginários, com sua antiga máquina, logicamente analógica.

Um vereador entrara com o projeto de denominar o alambique comunitário recém construído de “Alambique Municipal Jerônimo Pires”, uma homenagem ao farmacêutico prático da cidade, mas o tributo ficara estranho à beça, na medida em que o profissional gostava de exceder-se nos destilados e ganhara, muito a propósito e a contragosto, o nada lisonjeiro apelido de “pudim de cana”.

Em torno dos trabalhos da Câmara gravitavam algumas figuras pitorescas. Uma delas era a “Ana Doida”, que não perdia nenhuma reunião e ficava sempre na última fileira da platéia ouvindo a fala empolada de certos vereadores, transmutando-as em frases de amor em seu juízo desterrado. Ela dizia que todos os vereadores eram seus namorados, com exceção do professor de Letras, Aroldo, que era homossexual militante.

Outra figura que sempre aparecia nas reuniões da Câmara era o Bira, um baixinho irritadiço que tinha um parafuso a menos, assim como “Ana Doida”, mas que, ao contrário da anciã, era dado a falatórios em praça pública, sentindo-se o décimo vereador daquela casa, chegando ao extremo de interromper os verdadeiros vereadores, como da vez em que, ao discordar da fala anasalada do vereador Aroldo, disparou, cheio de si: “Pela orde, excrecência!”.

Naquela manhã o presidente da Câmara resolvera discutir o autismo, já que alguns moradores do município padeciam daquela característica. Entre as ideias estava, claro, a criação do “Dia Municipal do Austista”.

Aquele assunto, assim que foi mencionado da tribuna, tirou Bira do sério. Falava-se em valorizar os austistas. Na primeira brecha, ele emendou, lá do meio da respeitável plateia: “Abaixo esse povo alto! Precisamos discutir o baixismo nesta casa, incelença”, disparou.

“Ana Doida”, fez que sim com a cabeça, concordando com aquele pitaco embasado.

03/11/2009 Posted by | Crônicas | | Deixe um comentário

Encantos de uma Esquina Qualquer

Por Délio Pinheiro

Olhos atentos, máquina fotográfica sempre por perto. É assim que costumo andar. Nunca se sabe quando um bom flagrante se desenhará em nossa frente ou quando uma inspiração surgirá, nítida e bela, capturada no ínfimo instante de um clique.
No sábado me deparei com uma mamãe beija-flor, que fez seu ninho na garagem da rádio Itatiaia, onde trabalho. Mesmo com o movimento dos carros e das pessoas ela permanece impassível, aninhando o melhor que pode os dois minúsculos ovinhos sob suas penas de mãe.
Ver um beija-flor imóvel durante vários dias, logo ele que voa freneticamente, é uma cena inspiradora para se dar vida a uma boa crônica. Eu já estava decidido a abordar este assunto, quando apareceu uma outra inspiração, ainda melhor. E foi logo na esquina, literalmente.
No bairro Melo tem uma residência imponente, que se parece com aquelas aristocráticas mansões americanas, nas proximidades da Funorte, e seu jardim é um alento para os olhos cansados que passam diariamente naqueles cantos, inclusive eu que passo pela citada esquina sempre que retorno para casa.
No instante em que passei por lá, após uma manhã de trabalho, vi a seguinte cena. Uma moça vestida com um hábito puído e ocre, sem que ninguém pedisse, cortava minúsculos raminhos apodrecidos de uma palmeira, que se projetava para o lado de fora do belo jardim.
Ela cuidava da planta, que nascera para embelezar aquele jardim distinto, com a mesma acuidade e afinco que a mamãe beija-flor cuidava de seus “filhinhos” no ninho ali perto. E a moça, bonita e recatada, cumpria sua missão com serenidade, contribuindo, com seu gesto anônimo, para deixar a planta, e a mansão, ainda mais viçosa.
A menina-moça era uma dessas jovens que participam da comunidade “Toca de Assis” e suas vestes remetiam imediatamente a um dos santos do catolicismo, São Francisco, cuja história de simplicidade e amor ao próximo continua a inspirar jovens em todos os lugares da Terra.
Ela, como tantos outros que dizem ouvir o chamado de Deus, fazem voto de pobreza e se vestem e vivem seus dias com o máximo de simplicidade que podem. Por isso a cena causou-me tanta admiração.
Aproximei-me com cuidado, com receio de assustar aquele beija-flor divino,
e pedi para registrar aquele momento com minha máquina fotográfica. Momento este que, em sua involuntariedade, se fez tão belo.
O contraste do luxo excessivo da moradia e da simplicidade tocante daquela mocinha, verdadeiramente bonita, embora este adjetivo não lhe deva causar grande impressão, devido a seu voto de castidade, me atingiu profundamente, e me fez escrever essa crônica.
Um pequeno e irrelevante fato para olhares mais descuidados, mas elementos certeiros para se refletir sobre a importância que damos a vida e como ela pode ter significado se vista com o ângulo correto, pelo viés da moça anônima vestida como um padre da Idade Média, que cuidou da planta da mansão da esquina, ou da mamãe beija-flor, que naquele mesmíssimo instante, talvez estivesse pensando na sensação boa de voar, mesmo resignada em sua posição de mãe vigilante.
Lemierre escreveu que “mesmo quando um pássaro caminha, ele sente que tem asas”. A frase pode ser adaptada, sem prejuízo algum, para a moça que não disse o nome e que deixou que eu a fotografasse, contanto que a foto não fosse parar nas páginas indiscretas da Internet: “Mesmo com suas vestes simples e seu voto de humildade, a menina sabe que dentro de si tem uma riqueza imensurável”.

24/08/2009 Posted by | Uncategorized | | 1 Comentário

Valor nutritivo de pratos típicos da Chapada Diamantina

Por Carla Santana

 

Chapada_diamantina

A culinária da Chapada Diamantina segue os traços históricos do lugar, por meio de uma junção das influências de escravos e garimpeiros que viveram por lá nos séculos XVII e XVIII, respectivamente. Um dos pratos mais tradicionais é a galinha ao molho pardo, feita com o sangue da própria ave, além da carne-de-sol. Os acompanhamentos ficam por conta do arroz com pequi e ensopado de carne-seca com banana verde, além de uma combinação de banana da terra com abóboras e feijão verde. “De modo geral, são comidas que repõem todas as energias gastas nas visitas e atividades físicas realizadas por turistas que visitam o lugar”, afirma a conselheira do Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (CRN-5), Ana Paula Passos.

Feijão verde

O feijão verde combinado com abóbora e banana da terra é tradição

Segundo a nutricionista, o sangue das aves contém pouquíssimos nutrientes importantes para humanos, servindo basicamente para dar o sabor à galinha ao molho pardo. O prato tem um alto teor de gordura, por isso é melhor não exagerar. “Para evitar a ingestão de impurezas, é preciso cozinhar bem a ave”, diz. A carne do sol, rica em proteína, pode ser mais saudável se for assada, ao invés de frita.  O feijão verde não é mais do que a vagem do feijão seco, colhida antes do desenvolvimento das sementes. Além de ser rico em ferro, ele protege o sistema cardiovascular, devido ao seu elevado conteúdo de fibra, potássio, magnésio e ácido fólico.

Como as temperaturas da região da Chapada são baixas de abril a novembro, os habitantes não têm muito costume de comer saladas frias. Ainda bem que como fonte de fibras, eles consomem mamão verde e o famoso godó, prato que mistura banana e abóbora e que “sozinho serve como uma boa refeição, sem precisar de acompanhamento”, garante Ana Paula. A abóbora também é fonte de fibras, embora seu valor nutricional seja maior pela grande quantidade de Vitamina A e betacaroteno contidas na hortaliça.

Pequi: rica em vitaminas

Anatomia do Pequi

O Pequi, fruta típica do cerrado brasileiro, de cheiro forte e adocicado e casca verde-escuro, tem várias camadas internas. Primeiro há uma polpa verde-claro com a consistência de um abacate, que não é aproveitada pelas receitas. Dentro dela está a melhor parte: uma semente amarela cuja consistência, cor e até mesmo o cheiro lembram a manga. É justamente essa parte do pequi que vai para a panela. Mas é preciso ter cuidado ao saboreá-lo: o caroço, bem macio, não deve ser mordido, mas sim raspado com os dentes, pois dentro dele há vários espinhos que podem ferir.

 O alimento é considerado pelos moradores da Chapada afrodisíaco para os homens e fortificante para as mulheres grávidas. Essa segunda qualidade pode ser verídica devido à alta quantidade de vitamina A do pequi, já que 100 gramas de polpa comestível de pequi contém 20 mil miligramas de vitamina A, 12 mg de Vitamina C, 30 mg de vitamina B, 463 mg de riboflavina e 387mg de niacina. Toda a população pobre da região ocupada pelo pequi, de setembro a dezembro, consome o fruto em boa quantidade, com arroz, carnes, angu e em sopa, doces e na cachaça.

 Frutas cítricas

A Chapada é uma região muito propícia para o cultivo de frutas cítricas. Um exemplo é a tangerina “Ponkan”, rica em vitamina C e de qualidade superior a das desenvolvidas em outras lugares do país. Outro fruto pouco conhecido nos grandes centros urbanos e muito comum na região é a mangaba, rica em vitamina A, B1, B2, B3 e Vitamina C. É eficaz contra úlcera, herpes e tuberculose; tem ação digestiva; contém fibras, carboidratos, cálcio, ferro e fósforo. “A mangaba ajuda também a prevenir a cegueira e oferece benefícios para a pele e o cabelo”, conta a conselheira do CRN-5, Ana Paula Passos.

O gosto da mangaba é bem diferente para turistas de primeira viagem

O gosto da mangaba é bem diferente para turistas de primeira viagem

Ainda segundo a nutricionista, são vários os motivos para comer muitas frutas e vegetais, seja na Chapada ou em qualquer outro lugar. Alimentos de origem vegetal ajudam a diminuir a gordura na dieta, controlam o peso corporal e combatem doenças. “Vivemos hoje como se estivéssemos retrocedendo no tempo e buscando hábitos de vida que tinham nossos antepassados. É como se quiséssemos viver e nos alimentar como faziam nossos avós. Tudo isso em nome na qualidade de vida”, conclui.

19/08/2009 Posted by | Cultura, Saúde, Turismo | | 4 comentários

Não é Só o Mal Que se Expande

Por Délio Pinheiro

Perdi um avô vitimado por aquela doença que os mais velhos se recusam a dizer o nome. Como se a simples menção de sua terrível alcunha pudesse trazê-la perigosamente para perto, ou mesmo pudesse fazê-la se instalar em algum órgão sadio de nosso corpo. Refiro-me ao câncer, evidentemente. Como tenho esse histórico na família, e que vitimou, além de meu avô, alguns tios, procuro me informar acerca dos tratamentos que a medicina coloca à disposição todos os anos. Certamente podemos comemorar saltos qualitativos formidáveis, avanços estes que chegaram tarde demais para o avô que sequer tive a honra de conhecer, embora carregue comigo seu nome e sobrenome acrescido do agnome Neto, fato este que me orgulha bastante.

Por falar em orgulho, Montes Claros nutre especial apreço pela Fundação Sara, instituição sem fins lucrativos que visa acolher, com carinho e dedicação, crianças fustigadas pelo aceno indistinto dessa doença terrível, que tenta, muitas vezes em vão, ceifar o brilho de crianças tão vivazes. Grande parte do êxito desta batalha contra a doença, feita com quimioterapia, radioterapia e muito sofrimento, se deve ao empenho de instituições como a Fundação Sara, comandada pelo casal Marlene e Álvaro.

Na semana passada foi anunciada a expansão da Sara para Belo Horizonte. Seu trabalho, sério e abnegado, agora também estará à disposição das crianças de todo o Estado de Minas, já que para a capital são conduzidos os casos mais complexos, oriundos dos mais recônditos cantinhos de nosso Estado. E a presença da fundação nas alterosas representará um alento para famílias carentes que buscam obstinadamente a cura para seus filhos, que, muitas vezes, chegam a desconhecer a complexidade do mal que carregam e do quão sofrido pode ser o tratamento.

Estive na Fundação Sara na semana passada, na condição de mestre de cerimônias voluntário, e pude ver, ciceroneado pelo casal Marlene e Álvaro, o esmero com o qual eles cuidam daquelas crianças e o conforto com o qual elas são abrigadas. Uma situação bem diferente, certamente, da vida modesta que levam em suas cidades de origem. Álvaro, que além de seus predicados conhecidos traz uma qualidade adicional, já que é serranopolitano assim como eu, disse que a Fundação Sara passou a construir casas, na medida de suas possibilidades, para estas famílias e que todos, ao partirem de lá rumo a seus lares, depois do período de acolhimento, levam consigo cestas básicas. É uma condição mínima para se assegurar o êxito do tratamento longe dos cuidados, das camas confortáveis e das refeições balanceadas da Fundação Sara.

Os olhos de Marlene e Álvaro brilham intensamente quando eles falam sobre a fundação, erigida a partir de seu drama particular com a perda da pequena Sara, cuja luta pela vida emocionou Montes Claros há uma década. Sara certamente não sucumbiu à toa. Sua vida teve um significado, ao contrário de tantas outras que passam insípidas por essa terra. E Sara, agora devidamente transfigurada em um anjinho, vive presente ali, na esperança de cada mãe, no olhar curioso daquelas crianças e no coração bondoso de seus pais Álvaro e Marlene, que atraem para si outras pessoas de coração bom. E estes, os colaboradores, injetam recursos e carinho, subsídios para a Sara crescer cada vez mais e ajudar centenas de crianças, quiçá milhares, em Minas Gerais.

Sugeri a Álvaro que escrevesse um livro sobre a história da fundação, desde a luta renhida de sua filha pela vida até os dias atuais, perfazendo mais de dez anos de trajetória. Ele disse-me que já tentou, mas que as lágrimas inundam o papel, a alma e o coração sempre que ele tenta organizar as informações disponíveis. Mas uma dessas histórias eu quero compartilhar com vocês. Há algum tempo a Fundação Sara recebeu uma paciente, uma mocinha de treze anos, vinda de uma pequena cidade da região. O caso dela, segundo os médicos, era irreversível. Não havia recursos disponíveis na ciência para ajudá-la a realizar um sonho, como tantas meninas-moças. Ela sonhava com uma festa de debutante dali a dois anos. Sabendo disso a Fundação Sara se organizou e realizou uma grande festa, com valsa, príncipe, convidados, refrigerantes e música alegre em seu aniversário de quatorze anos.

Se a vida, e seus desígnios misteriosos, pregou essa peça na moça de sorriso esperançoso, não havia mal nenhum em trocar o “14” pelo “15” no alto do bolo. E assim foi feito. A festa foi linda. A mocinha realizou seu sonho e nem mesmo sua morte, acontecida semanas depois, tirou-lhe a chance de realizar esse projeto derradeiro: o seu baile de debutante.

09/08/2009 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

BR 381: a Rodovia da Vida

Por Fernanda Pessoa Rossoni

Outdoor colocado nas margens da BR 381: incentiva o motorista a dirigir com cautela, afinal, a família espera que ele chegue bem.

Outdoor colocado nas margens da BR 381: incentiva o motorista a dirigir com cautela, afinal, a família espera que ele chegue bem.

“Tem sempre alguém esperando por você”, dizem os outdoors colocados ao longo da BR 381 (rodovia que liga Belo Horizonte às cidades do Vale do Rio Doce), no trecho da cidade São Gonçalo do Rio Abaixo. Com este lema, a campanha “BR 381, a rodovia da vida”, a prefeitura do município visa conscientizar os motoristas e terminar, de uma vez por todas, com a fama que via possui de “rodovia da morte”. O objetivo é incentivar o motorista a obedecer à sinalização de trânsito (principalmente a do limite de velocidade), não consumir álcool quando for dirigir e verificar periodicamente as condições do veículo.

campanha2

Outro tema utilizado nos outdoors foi a espera dos amigos pelo condutor do veículo.

A BR 381 é conhecida nacionalmente como “rodovia da morte”, devido à grande quantidade de acidentes que ocorrem diariamente, a maioria devido à imprudência dos condutores. Além disto, há muitas curvas sinuosas que, aliadas ao volume aproximado de 150 mil veículos que circulam diariamente pela BR, tornam o trânsito muito perigoso.

Pode-se verificar, também, o grande número de caminhões que circulam no trecho Governador Valadares (GV) – Belo Horizonte (BH). Daí o fato de estes veículos estarem envolvidos, direta ou indiretamente, com a maioria dos acidentes. Chama a atenção, ainda, a quantidade de Combinações de Veículos de Carga (CVC) e as Combinações de Transporte de Veículos (CTV), ou seja, as “cegonheiras”, o “bitrem” e as longas carrocerias.

Nos escassos trechos da rodovia em que a ultrapassagem é permitida, os carros de pequena potência não conseguem realizar essa manobra. Isso ocorre por vários motivos: há muitos caminhões em comboio e não há espaço suficiente entre eles; as composições têm excessivo comprimento; os lentos caminhões se põem a ultrapassar outros caminhões embolando o trânsito e criando risco para todos os usuários.

Devido a estes problemas que ocorrem na BR 381 e à imprudência e falta de paciência dos motoristas, a equipe da campanha “Rodovia da Vida” divulga algumas sugestão aos condutores:

  • Antes de tudo, verifique as condições do veículo: pneus, freios, amortecedores, faróis, óleo, etc.
  • Para viagens de longa distância, tenha anteriormente uma boa noite de sono. Durma o necessário para acordar descansado.
  • Caso fique com sono durante o caminho, a melhor solução é parar num posto policial ou em algum outro local seguro e dormir por uns 15 minutos. Você despertará novamente reanimado. Cafezinhos, energéticos e rebites não são recomendados. Para acabar com o sono, só dormindo.
  • Respeite as placas de sinalização, elas estão lá para sua segurança, indicando locais de perigo eminente, obras, desvios e todas as informações necessárias.
  • Nos locais onde estiver chovendo, reduza a velocidade. Existe o risco de a água atravessar a pista e provocar o que chamamos de “aquaplanagem”. Neste caso você perderá completamente o controle do veículo. É um dos fatores de maior incidência de acidentes durante o verão.
  • Dirija com os faróis acesos, mesmo durante o dia. Isto chama a atenção do motorista do veículo que vem em sentido oposto na pista simples ou até mesmo no caso de uma ultrapassagem em pista dupla.
  • Quando viajar, tenha paciência. Em alguns períodos do ano, são comuns muitos pontos de congestionamento. Como na BR-381 existem muitos desvios, esta situação se repetirá várias vezes.

Além da colocação dos outdoors, foi criado um hotsite e, no dia do lançamento da campanha (10/06) houve uma blitz educativa na rodovia (em frente aos postos de combustível mais próximos da cidade) com distribuição de “kits” educativos aos motoristas.

Enquanto a rodovia não é duplicada, ações como a campanha “Rodovia da Vida” são elogiadas por moradores e prefeitos da região do Vale do Rio Doce.

A espera de um filho que está para nascer também é um tema explorado na sensibilização dos motoristas.

A espera de um filho que está para nascer também é um tema explorado na sensibilização dos motoristas.

Proposta de cobrança de pedágio para duplicação da BR 381

Já foi sugerida pelo governo federal a colocação de quatro pedágios na BR 381 antes do término da duplicação do trecho entre GV e BH, extensão de 307 km. Isto gerou muita revolta nos moradores da região. De acordo com o presidente da Comissão de Transporte da Câmara Municipal de Ipatinga, Nardyello Rocha, os moradores foram “surpreendidos com a substituição da antiga proposta [de duplicação] com essa nova [de cobrança de pedágio]. Agora, eles [ANTT] querem que nós paguemos por esse pedágio por seis anos para que só depois tenhamos a sonhada duplicação.”

“Seríamos agraciados por um projeto do DNIT nos moldes da Fernão Dias (entre São Paulo e Belo Horizonte). Mas agora querem nos ‘bitributar’, ou seja, cobrar duas vezes um imposto que nós já pagamos com o IPVA. Nessa proposta, um caminhoneiro pode pagar até R$ 160 em apenas um dia se for de BH a Valadares e depois voltar para a capital”, afirmou Rocha.

A campanha ressalta que até mesmo um animal de estimação aguarda a volta do motorista que dirige pela BR 381

A campanha ressalta que até mesmo um animal de estimação aguarda a volta do motorista que dirige pela BR 381

Fontes:

http://www.saogoncalo.mg.gov.br/

http://www.saogoncalo.mg.gov.br/br381/

http://br-381.blogspot.com/

30/07/2009 Posted by | Cidadania, Segurança | | 2 comentários

A humildade de um santo

Por Délio Pinheiro

Foi revelado por um ex-secretário do Papa João Paulo II, monsenhor Stanislaw Dziwisz, que o pontífice adorara dar suas escapulidas do trono de Pedro e se divertir, como um mero mortal, nos Alpes italianos. As escapadas não teriam cessado nem após o atentado que o Papa sofreu em 1981.
A revelação está no livro “Testemunho”, de autoria do monsenhor. Segundo ele, era preciso enganar a guarda suíça, que faz a segurança do Vaticano. “Partíamos às 9 da manhã, no carro do padre Josef, para não despertar suspeitas nos guardas suíços”, relata Dziwisz. Assim que chegaram à estação de Ovindoli, o Papa vestia-se com casaco, gorro e óculos. “Ele ficava na fila como os outros, mas, por segurança, um de nós ficava na frente dele e outro ficava atrás”, contou o ex-secretário. “Pode parecer incrível que ninguém o tenha reconhecido. Mas quem podia imaginar que o Papa poderia ir esquiar assim?”, indaga o religioso.
Bela pergunta essa. É de conhecimento público que o Papa polonês praticava seu esporte favorito, o esqui. Mas imaginá-lo incógnito como um simples esquiador seria uma tremenda prova da humildade do pontífice, já que o poder do papa, sobretudo na Itália, é imenso. Vale mencionar que bastaria um desejo seu de esquiar em qualquer lugar, para que a pista fosse interditada aos outros seres humanos e o Papa teria a montanha gelada todinha pra si. Acredito até que se ele quisesse esquiar no Pão de Açúcar, as autoridades brasileiras dariam o seu famoso “jeitinho”.
Mas não se pode negar que essa revelação é bastante oportuna, já que surgiu em pleno processo de canonização do pontífice, e ela pode ser interpretada como uma tentativa de se acelerar esses trâmites. E esse é o tipo de factóide que conta muitos pontos no intricado processo.
Um outro fato mundano, entretanto, pode retardar um pouco mais esse desfecho: a correspondência que o falecido Papa mantinha com uma amiga de juventude, e que apareceu agora. Não sei que tipo de revelação poderia depor contra o ex-líder da maior religião cristã do mundo, mas a análise desse conteúdo é visto como condição sine qua non para que o processo burocrático o ascenda à condição de santo no panteão celestial da igreja de Roma.
Mas voltemos aos passeios do Papa nas estações de esqui. Lembro-me de um livro que li chamado “As sandálias do pescador”, onde um Papa fazia seus passeios incógnitos, no meio do povo. E acredito que esse talvez seja o melhor termômetro para se avaliar o sucesso de um pontificado, ou de um governo. Ouvir a voz rouca das ruas, angariar um pitaco sincero aqui e outro acolá pode responder à pergunta essencial:
Será que estou agradando?
Acho até que o presidente Lula deveria fazer o mesmo. Imaginemos nosso presidente acordando às três da manhã e se dirigindo até uma agência da Caixa, a fim de fazer algum dos recadastramentos mensais exigidos pela insaciável burocracia. Chegando lá, para sua surpresa, ele se depararia com uma fila. Veria estupefato que algumas pessoas vivem de vender lugares por lá, e em outros lugares onde as senhas são escassas. Depois, alegando uma dor qualquer, ele pediria para ser atendido em um hospital público e veria o quanto os atendentes são ríspidos e as vagas são raras.
Pensando bem, até que vai ser bom o Papa esportista se tornar santo, pois de lá, do firmamento, ele poderá proteger todos nós. Poderá impedir, por exemplo, o avanço belicoso do anão sul-coreano e seus mísseis cada vez mais potentes. Talvez até consiga resolver alguns dos grandes problemas nacionais: desemprego, violência e corrupção.
Pensando melhor ainda, acho que vai ser muito trabalho para um santo só.

21/07/2009 Posted by | Uncategorized | | 2 comentários

F5 Está Entre os 100 Mais Votados no Prêmio TOPBLOG

Por Ana Cláudia Mendes

O F5 Pelo Mundo está entre os 100 blogs mais votados na categoria Variedades, subcategoria Profissional do Prêmio TOPBLOG 2009. Para conferir a classificação do F5, vá ao site do TOP BLOG, clique no banner amarelo à direita onde está escrito TOP 100 Mais Votados. Selecione a categoria Variedades e encontre o F5 na subcategoria Profissional (está cadastrado como: http://www.f5pelomundo.wordpress.com). Os blogs estão organizados em ordem alfabética.

A votação popular segue até o dia 11 de agosto. A equipe F5 agradece a todos pelos votos e conta com a participação dos que ainda não votaram para avançar ainda mais.  Clique no banner do Prêmio TOPBLOG que está abaixo das fotos da equipe F5 na coluna ao lado. Preencha os dados, envie seu voto. E aguarde o e-mail de confirmação de voto da equipe do TOPBLOG. Vamos juntos levar o F5 Pelo Mundo!!!

02/07/2009 Posted by | Uncategorized | 1 Comentário

IMPRESSÕES: À descoberta de Gênova, a suposta terra natal de Cristóvão Colombo

Por Flaviane Carvalho

 

Margeada por uma extensa bacia hidrográfica e protegida por um conjunto acidentado de montanhas, a cidade de Gênova abriga o mais importante porto marítimo da Itália, além de destacar-se como pólo comercial e industrial de notável desenvolvimento no norte do país.

 
Gênova e sua topografia irregular

Gênova e sua topografia irregular

 Cais movimentado por famílias e jovens genoveses, marinheiros e turistas, o Porto Antico (“Porto Antigo”) é considerado o coração de Gênova, representando o pilar do seu poder como cidade portuária durante os séculos XI e XII. Por entre os vestígios da glória medieval, é possível visualizar um imponente farol – a Lanterna –, localizada próxima da Estação Marítima. E, para os apaixonados na biodiversidade marinha, o Porto Antico também acolhe o maior aquário da Europa.

A "Lanterna", símbolo do Porto de Gênova

A "Lanterna", símbolo do Porto de Gênova

Duas belas vias genovesas são dignas de ênfase. A primeira é a Via Balbi, em que está situado o Palazzo Reale (“Palácio Real”), pertencente aos reis de Sabóia durante o século XVII. Esta austera residência possui um interior talhado em rococó e um encantador jardim, de onde é possível admirar parte do Porto Antico e da topografia montanhosa e irregular de Gênova.

Vista parcial do Palazzo Reale e do seu jardim

Vista parcial do Palazzo Reale e do seu jardim

A segunda é a Via Garibaldi, com mansões e palácios datados do século XVI, dentre eles, o Palazzo Bianco (“Palácio Branco”) – que contém a coleção de pinturas mais relevante da cidade, incluindo várias obras de artistas genoveses -, e também o Palazzo Rosso (“Palácio Vermelho”) que, além de conter pinturas de Durer e Caravaggio, dispõe de peças de cerâmica, mobiliário e moedas.

Palazzo Bianco

Palazzo Bianco

Palazzo Rosso

Palazzo Rosso

 

 

O Duomo ou Catedral de San Lorenzo é uma igreja medieval construída em 1100, e associa vários estilos arquitetônicos, especialmente o românico, o barroco, e o gótico. Este último pode ser facilmente observado na fachada da catedral, alternada com faixas brancas e negras.

Duomo de Gênova

Duomo de Gênova

Nas proximidades do Duomo, aos sábados, é possível visitar um mercado de produtos irresistíveis! Salames e queijos das mais variadas regiões da Itália podem ser conhecidos e saboreados por gulosos e curiosos…

Uma banca de queijos apimentados da Sicília

Uma banca de queijos apimentados da Sicília

O nome do navegador Cristóvão Colombo (1451-1506) está presente em toda a Gênova. Aos arredores da estação ferroviária de Porta Príncipe, uma estátua do explorador do Novo Mundo saúda os visitantes à entrada da Piazza Acquaverde. O aeroporto da cidade também leva o nome de Colombo, além de outros diversos edifícios públicos da cidade. O pequeno sobrado, junto à medieval Porta Soprana, supostamente teria sido a casa onde Colombo passou a infância e “descobriu” a sua paixão pelo mar.

A suposta casa onde Cristóvão Colombo passou a infância

A suposta casa onde Cristóvão Colombo passou a infância

A Porta Soprana

A Porta Soprana

 

 

 

 

Partindo da idéia de que a Terra seria esférica, Cristóvão Colombo planejou chegar às Índias navegando a partir do Ocidente, contornando, assim, todo o globo terrestre. Em princípio, o navegador propôs essa empreitada ao rei português D. João II em 1484, que rejeitou patrociná-la. Colombo resolveu, então, tentar a sua sorte na Espanha, junto aos reis católicos, que concederam-lhe o apoio necessário à viagem. Contudo, acabou por descobrir um novo continente, a América, em 1492. 

Retrato pintado de Cristóvão Colombo. Fonte: Arquivo RTP

Retrato pintado de Cristóvão Colombo. Fonte: Arquivo RTP

01/07/2009 Posted by | Cultura, Mundo, Turismo | 6 comentários

O vale das possibilidades

Por Délio Pinheiro

Estive no Vale do Jequitinhonha nesta última semana. Mais precisamente em Carbonita. Ao contrário da máxima que os pessimistas vaticinam, e que já está enraizada em nossa consciência, não vi a pobreza que campeia e que faz da região uma das mais miseráveis do planeta.

O que vi, nos intervalos do trabalho e mesmo durante o labor, foi uma gente simples, de hábitos comedidos e cercada de recatos e desconfiança. E essa postura, na defensiva, se manifesta no primeiro olhar, na hora da primeira abordagem, logo após o primeiro “bom dia”.

Bastam alguns minutos, entretanto, para a verdade cabocla daquela gente aflorar. Então eles se abrem, sorriem e nos aceitam em seus mundos de simplicidade e aconchego. Foi assim em Carbonita, e desconfio que seja assim em todo o Vale.

A primeira, e boa, impressão foi dada por Norma. Ela é secretária municipal, e está prestando o mesmo serviço a três governos. Sai e entra prefeito em Carbonita, só não sai a habilidosa e competente funcionária. Essa parece ser a norma por lá.

A pobreza deste trocadilho contrasta com as virtudes da jovem senhora, que se encaixa perfeitamente no estereótipo que citei. No início ela ficou comedida, como boa mineira do Vale, mas depois, talvez ao perceber que éramos bons moços, (eu e meus dois companheiros de trabalho), ela nos brindou com sua boa vontade e sua simpatia, que não cessaram nem com o fim do expediente na secretaria.

Depois dela outras pessoas mostraram-se sem véus e pudores, sem inveja e sem discursos vazios. Como o arguto Wagner, funcionário da EMATER, e mestre nas academias e na própria vida. Um rapaz brilhante e, sobretudo, simples. E é desse modo que essa qualidade deveria se manifestar sempre em todos os seres humanos.

Conheci também a octogenária, mas com alma de menina-moça, Dona Eva, que mora em um casarão colonial com dois séculos de vida, um tanto gasto pela ação deletéria do tempo, numa região chamada Gangorras.

De lá, das janelas de duzentos anos, ela espia o mundo sem pressa, e, debruçada no fogão de lenha de mesma idade, faz seus divinos queijos, que parecem carregar a tradição e o traquejo de tantos verões, em seu sabor brejeiro. Queijo esse que é oferecido de coração aberto, com a hospitalidade típica destes rincões.

Tive a honra ainda de encontrar, em meio ao burburinho do Mercado Municipal, uma senhora espevitada chamada Aparecida, artesã de mão cheia, que faz seus trabalhos com barro, dando vida a panelas, jarros e vasos de rara beleza. Assim como é bela a alma marota da artista que, com gestos precisos, materializa sua criatividade e assegura seu sustento, e de sua família. Nem foi possível fotografar muitas destas peças porque, segundo Aparecida, não sobra nada da sua produção. Tudo é vendido.

Nas artes da mesa saboreei os quitutes de Dona Fiinha, ouvi as modas de viola de Cristal e Diamante, vi o imenso e preciso relógio e a bela igreja de Nossa Senhora da Abadia e admirei as estripulias do grupo teatral Trama, que estava por lá despertando o interesse para as artes cênicas nas crianças.

Uma bela cidade, que se faz ainda mais bela com os predicados de seu povo. Gente criativa e hospitaleira que faz-nos esquecer daquelas premissas que condenam o Vale a um penar sem fim. Desde que haja criatividade, força de vontade, honestidade e trabalho certamente a miséria dá espaço ao progresso.

E por fim dedico essa crônica a todos de lá, sobretudo aqueles que conheci e em especial ao Benezinho.

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28/06/2009 Posted by | Cultura, Turismo | | Deixe um comentário